Salmos

Salmos

01/02/2013

Lembrando de Cristo, lembrando da cruz.


“Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos com medo...” (Jo 20:19)
Essa semana, após sair de uma casa onde realizamos um lar de paz, meu marido disse a seguinte frase: Igreja que sai de suas quatro paredes é igreja que alcança vidas. Essa frase me fez refletir sobre o assunto. E então, Deus me levou , através de uma leitura, ao texto de João citado acima.
Esse texto nos mostra o início da Igreja de Cristo. Início que se deu através de discípulos que estavam com medo. E se olharmos para eles profundamente vamos nos perguntar: Por que estavam com medo, afinal eram treinados, instruídos, conheciam cada passo do Messias, estiveram com ele por três anos ? O que será que passava em suas mentes nesse momento, em que o ato mais corajoso que tiveram foi trancar a porta?  Eles não tinham palavras, apenas o medo. Estavam ali, paralisado.
Isso não é muito diferente do que vemos nos dias atuais. Igrejas recuadas em seus templos, com as portas trancadas. Soldados que não conseguem olhar além das janelas de seu quartel.  Como aqueles discípulos, que não deram as costas pra Cristo, mas também não olham para ele. Alias, muitos disseram que não o conheciam.
O que seria necessário para destrancar essas portas? O que seria necessário para a igreja mandar seus soldados para conquistar novas terras? Terras chamadas de coração, que estão endurecidas pelo pecado. Onde está o segredo que pode tirar a igreja do seu comodismo e do seu egoísmo?
Ao continuarmos a leitura do texto de referencia, vemos a resposta para essas perguntas. Os discípulos viram a Jesus. Escutaram a frase que nem imaginavam ouvir: “Paz seja convosco!”.  É como se todo o peso de por um momento estarem longe do mestre saísse de suas costas. Se eles estavam esperando palavras de repreensão por o terem deixado, foram surpreendidos por palavras de esperança por o verem ressuscitado.  É como se estivessem voltando ao primeiro amor, ao começo de tudo.
Esse é o segredo para destrancarmos a nossa porta: olharmos para Cristo. Nos lembrar de seus feitos, do primeiro olhar que demos para ele quando entregamos a nossa vida aos seus cuidados,nos lembramos de como foi encontrar o nosso amigo. 

“Se não estamos ensinando às pessoas como serem salvas, talvez seja porque tenhamos esquecido da tragédia de estar perdido! Se não estamos ensinando a mensagem do perdão, talvez seja porque não nos lembramos de como era ser culpado. E se não estamos pregando a cruz, pode ser que subconscientemente tenhamos decidido – Deus que nos livre – que, de certa forma, não precisamos dela.”( Max Lucado – Seis horas de uma sexta-feira)  

                Precisamos nos lembrar de como era olhar para Cristo. De como era estar entregue totalmente à sua dependência e à sua vontade. E quando isso acontecer não apenas as portas das igrejas serão destrancadas, como também a porta do nosso coração, e seremos como os discípulos após esse olhar: Servos pelo simples fato de amar a Cristo e a sua cruz.
Pense nisso e destranque a porta do seu coração, pois só você é que tem a chave.

(Baseado no Livro “Seis horas de uma sexta-feira” – Max Lucado)

Solange Faro Garcia
Ministra de Louvor e Adoração
Comunidade Vidas Restauradas de Londrina

16/10/2010

Salmos 23 – Da Crise a Bonança

Salmos 23 – Da Crise a Bonança


Nunca paramos para analisar para onde a crise que vivemos irá nos conduzir. Sempre questionamos o porquê da crise, e como resolve-la. Na pior das hipóteses, sempre pensamos que a crise irá culminar em uma situação precária de conseqüências desastrosas.

Nosso olhar pessimista ante a crise nos traz insatisfação e prematuridade nas ações. Olhando o Salmo 23 partindo de um momento de crise puder perceber como esta se faz importante, para nos levar a reavaliar conceitos e tradições, a valorizar e pensar com mais inteligência as nossas tomadas de decisão, e nos torna melhor se soubermos aproveitar o que a crise tem de bom para amanha, ou depois.

O sentimento de falta é algo que aflige diretamente a todo ser humano. Desde o mais duro coração ao mais sensível. Não só e restritamente a falta de condições financeiras ou bens materiais, mais a falta de alguém, a falta de realizações, a falta de resultados, a falta de sonhos, a falta de esperança. O Salmista traz uma profundidade no tocante a falta, que vai alem do tangível, chegando a falta de tudo que satisfaça e traga paz ao coração do homem. Na figura do pastor, Cristo, é que supre todas as nossas faltas: O Senhor é o meu pastor e nada me faltará. No pos-crise, vemos a provisão, o cuidado e o zelo de Deus, que conhecedor de tudo e todos, sabe suprir as nossas faltas.

Em um plano bem menos importante, o salmista traz a questão da crise material, financeira e talvez possamos incluir aqui uma insatisfação profissional. Situações conflitantes, que trazer cansaço, stress e desencadeiam problemas de relacionamentos. Mais há solução é descrita com palavras tocantes e consoladoras: Deitar-me faz em verdes pastos, que indica prosperidade e guia-me mansamente a águas tranqüilas, fazendo menção ao caminho que nos leva a paz, a satisfação e ao sossego de alma.

A nossa batalha, é sempre travada no âmbito da alma. A alma o cerne das nossas emoções, vontades e pensamentos. A nossa tomada de decisão depende de como esta a nossa alma. Na crise, a tendência é reagirmos à pressão, ao problema, ao cansaço cedendo às emoções e a carne, a dor do corpo que nos fragilizam, assim errou e se acertamos algo, é como se ganhássemos na loteria. Sentimos-nos injustiçados e pagamos com injustiça. Sentimos-nos trapaceados, e assim reagimos. O salmista mostra que de Deus vem o alivio, quando somos sábios ao lidar com a crise. Refrigera a minha alma, alivia a minha alma. De Deus, também vem à justiça, quando guia-me pelas veredas da justiça por amor do teu nome.

Mais há momentos em que a crise ultrapassa os limites da capacidade humana, e de seu entendimento e aceitação. Você já parou para pensar que vivemos em função da morte? Mesmo que inconscientemente, vivemos pensando no que queremos fazer durante a vida, e somos imediatistas, imprevisíveis, precipitados, por que amanha pode não dar tempo. O que vou deixar para meus filhos? Quero trabalhar hoje, para ter uma boa velhice. Devemos ter uma vida planejada, e alvos a alcançar, mais não podemos ser escravos do amanha. O amanha, Deus dará conta, basta a cada dia o seu mal. E, ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum. O conforto, o consolo, a direção das nossas vidas estão em Deus. Por que tu estas comigo, a tua vara e o teu cajado me consolam. A um Deus que se importa a um Deus, o único Deus que nos guia e direciona.

Na crise somos afrontados, são muitos os que se levantam contra nós. Se multiplicam os nossos problemas, por conta dos que nos querem mal. Em dados momentos, somos expostos a humilhação publica, zombam-se da nossa limitação temporária. Somos expostos aos cobradores, aos publicanos, aos mutiladores da esperança. A sabedoria da crise esta em como reagir frente a ela. Enquanto somos ensinados, Deus esta preparando uma mesa, perante os inimigos. Confiando em Deus na crise, seremos honrados e se farão prosperas as nossas ações. Assim diz: unges minha cabeça com óleo (honra), e o meu cálice transborda (prosperidade).

Certamente, que a crise nos faz sofrer, nos parece injusto, nos parece infindável. Mais tão certo quanto a crise, esta o valor da crise. Se aprendermos com na crise, não iremos retroceder, pois somos aprovados. Assim como o ouro, que passa pelo fogo, e não deixa de ser ouro após ele, mas se torna mais refinado, mais valioso, assim somos nos.

E certamente que a bondade e a misericórdia nos seguirão, todos os dias de vida, e teremos livre acesso a Deus, por longos dias.



Douglas Faro, e pastor titular da Comunidade de Vidas Restauradas de Londrina-PR, casado com Denise e pai de Rebecca Vitoria.

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